Dicas

Quem me influenciou em que?

Postado por em 15/jan/2012 em Blog, Dicas | 2 comentários

Senti vontade de colocar na sessão de dicas esse post. Espero que vocês curtam.

Bom a idéia é citar alguns de grande influência na minha vida musical, principalmente como guitarrista – pessoas que mudaram o meu modo de pensar ou pelo menos mexeram com ele. Vou tentar expor os nomes numa ordem cronológica básica, pois talvez não me lembre exatamente a real ordem. Algumas influências estão além da música em si, mas em atitudes ou estímulos gerados por determinados profetas da musicas que passaram pela minha vida e alguns deles ainda permanecem diretamente afetando meu modo musical e de vida até hoje. Uma observação que faço é que não dá pra citar tudo, começo sem saber aonde vou parar com essa descrição.

Como alguns já devem ter lido na minha biografia aqui no site, toco desde os 5 anos e meus primeiros influenciadores foram os da minha família. Então começo por eles e vou até aos que eu lembrar.

Meu primeiro influenciador é o Sr. Adilson Silva o primeiro guitarrista a me orientar – esse é meu pai – Além de outras destaco a principal que foi a orientação sobre a “palheta alternada”. Eu cresci vendo ele e outros ao meu redor palhetando sempre pra baixo e isso ele sabia que limitava a velocidade das execuções – então o agradeço por essa simples e preciosa dica que não só abriu a mente pra deixar de tocar a palheta só pra baixo, mas o fato de que existem técnicas que melhoram a vida do músico.

Outro familiar que não deixo de citar é o meu tio Jai Sodré (II Guitarrista e violonista da Promessa d), com ele aprendi com o que ele mais gostava – “acordes dissonantes” – com seus dedos pequenos, aprendi com ele que dava pra tocar acordes diferentes… que existiam diferentes cores harmônicas. Valeu Jai por abrir minha mente para os acordes.

Com outros familiares e amigos descobri que se podia tirar músicas só ouvindo. Essa era a maneira que basicamente se tirava músicas entre os grupos evangélicos que eu vi e convivi – ouvindo – Por isso hoje tenho um ouvido que me ajuda muito.

O guitarrista sueco Yngwie Malmestenn foi um que me fez pirar e pesquisar numa época de difícil acesso a materiais sobre “arpejos” virtuosos. “Como esse cara faz isso?” era minha pergunta – Conseguir descobrir e claro vim a aperfeiçoar com os vídeos do Frank Gambale que lançou um vídeo sobre a “técnica de sweep” que clareou e ampliou a ultilização dessa técnica.

Steve Vai com certeza é um dos que mais viraram minha cabeça – mudou meu modo de pensar – meus comentários sobre o Vai está acima das técnicas que ele tem de sobra e muito pra ensinar, mas a respeito de como ele pensa e nos estimula a pensar. Aprendi muito com suas composições ousadas que falam por si só e também acompanhando suas dicas nas revistas, uma vez ele sugeriu que escrevêssemos uma lista de coisas e sentimentos e tentássemos musicar, e em um dos exemplos estava uma melancia. Esse é o Vai. Até hoje ele me influência por sua incansável forma de trabalhar com a música.

Basicamente nessa mesma época conheci a banda Stryper com os grandes guitarristas Oz Fox e Michael Sweet. Esses caras me mostraram que o Rock’n Roll Cristão tinha futuro (risos). Dormia e acordava ouvindo Stryper. Quando ouvi o solo da música “Not that kind of Guy” não acreditei. Escutem! Além de solos melodiosos que eles sempre tiveram.

O Joe Satriane me ensinou a ser comercial e musical. Pra mim é um gênio desse conceito do Rock-Propaganda, afinal de contas temos que bota o leite em casa (risos). O Joe tem composições interessantíssimas e incríveis que ainda desejo tocar também.

Além de apreciar o 1° cd do Frank Solari quando conheci, uma coisa que me influenciou muito foi saber que ele havia gravado tudo aquilo com 18 anos. Isso gerou em mim uma obstinada espera que “um dia gravaria meu cd”. Eu tinha uns 15 anos quando isso aconteceu.

Outro brasuca que me abriu a mente foi o Sergio Buss com seu 1° cd também, ele havia tocado com Steve Vai, e dava pra ver o quanto isso fez diferença, até por que ele é muito talentoso. Disco lindo o “Incarcerated Scream”. Esse cd “aguçou bastante a minha criatividade”.

Outro divisor de águas na minha vida com certeza é o Dream Theater banda que me influenciou na paixão do Rock Progressivo. O DT me abriu a mente com relação a sair da forma, a arriscar, sobre a possibilidade de mistura musical – do Clássico ao Metal – “mistura de compassos – polirritmias, somado à virtuose, ou seja, ousadia total”.

Junto com o Dream Theater lógico o guitarrista John Petrucci me trouxe uma bagagem legal – além da virtuose e busca pela técnica apura – que foi a “organização de idéias”, pensar com desenhos definidos e aprender a fazer isso render idéias e idéias. Coisa simples mais produtiva pra mim.

Phill keaggy me ensinou sobre a “doçura” de tocar guitarra e violão. Ele faz isso com maestria e bom gosto.

Scott Henderson me fez ver o Jazz com outros olhos e com outro paladar. Nunca fui apaixonado pelo jazz tradicional, mas quando escutei o Scott… “meu Deus”, eu falei “gosto disso”, “que cara fantástico”, “que feeling”. Distorção+Jazz+blues fora sua interpretação particular, enfim, Scott me abriu o apetite pelo Jazz-fusion como ninguém conseguiu.

Vim conhecer tarde o Steve Morse e vi o quanto ele havia influenciado o Jonh Petrucci, outro cara fantástico. A minha música “É assim que sou. Assim que soou”, poderia se chamar “Obrigado Steve Morse” (risos). A maneira que ele pensa – os saltos de corda e pensamentos harmônicos que ainda tenho muito que aprender – me influenciaram e me fizeram repensar em muitas coisas.

Neal Morse fez um arraso no meu “coração progressivo”. Quando conheci o projeto do Neal e ainda suas parcerias com Mike Portnoy (Ex-batera e mentor do Dream Theater) ai ficou complicado, queria tudo desses caras juntos ou separados (risos). Neal Morse me influenciou com suas “lindas composições épicas ou não” e me tirou a sensação que eu achava ruim de querer tocar mais do que guitarra bem. Ele já conseguiu isso, é um “multi-instrumentista” de mão cheia, eu? ainda chego lá, quem sabe!

Bom haveria muito mais gente pra mencionar. Há sons que só passei a conhecer tarde demais e outros mestres da música que ainda estou conhecendo, novos, antigos… enfim. A música não para e a pesquisa também não.

Grande abraço a até a próxima. Paz!

1° Master Class com Adson Sodré

Postado por em 17/out/2011 em Blog, Dicas | 2 comentários

1° Master Class com Adson Sodré

Tema: Modos Gregos| Compreensão e Aplicação

 Vem aí a primeira Master Class com Adson Sodré em Jequié-Ba. Serão 3 horas de aula sobre o tema proposto com explicação e exemplos práticos para uma perfeita compreensão. O nível da aula é para músicos que já compreendem o básico de formação de escala e acordes e querem aprofundar na aplicação em suas criações e seus improvisos. Não é destinada só a guitarristas, mas a qualquer instrumentista (exceto bateristas e percussionistas) que se interesse por  improvisação, inclusive cantores.

 

 Local: VII Quadrangular – Rua Otávio Mangabeira, 04 – B. Mandacarú –Jequié-Ba (ao lado da escola de menor).

Data: 20 de novembro de 2011 às 14:00hs

Inscrição: R$ 10,00 para confirmação da participação até dia 17/11 no mesmo local as Quartas (das 20hs às 21hs) e Domingos (das 9hs às 10:30hs e das 18:30hs às 21hs)

Valor pela participação: R$ 100,00

Garanta já sua vaga!

Mais informações pelo telefone (73) 3526 3279 ou email: contato@adsonsodre.com.br

Dica #1: Para guitarristas

Postado por em 15/fev/2011 em Banner, Blog, Dicas | 4 comentários

Dica #1: Para guitarristas

Minha primeira dica vai pra galera das 6 cordas. Sei que muita gente curte o meu som, e fico feliz por isso.

O que todos devem saber é que com tudo precisa-se gastar tempo, quando se quer crescer e aperfeiçoar seja o que for. Começo dizendo que se não há dedicação, não há superação. É preciso leva a música a sério e não achar que de repente vamos acordar tocando o que não conseguimos tocar ontem. Se for um trecho musical que você não consegue tocar, treine lentamente buscando ouvir todas as notas necessárias até chegar ao ponto que você quer. Gosto do auxilio do metrônomo que além de ajudar na estabilidade rítmica, ajuda a marcar o nosso aumento de velocidade com precisão. E nunca se esqueçam de ouvir música boa, músico bom. Não perca oportunidades de ver bons músicos tocando, há um crescimento automático nesse hábito.

Recicle sua mente e mãos a obra. Até a próxima dica.